11 fevereiro 2008

Amigo é coisa para se guardar

11/02/2008 - 10h47
Kassab atropela lei e libera faixa de aliado
da Folha Online

Em ritmo de campanha eleitoral, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), atropelou a Lei Cidade Limpa --que restringe a propaganda na cidade-- ao autorizar um aliado político a colocar faixas em Capela do Socorro (zona sul), mostra reportagem de Evandro Spinelli publicada na edição desta segunda-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).

As faixas foram espalhadas pelo vereador Antônio Goulart (PMDB) e chamavam para a cerimônia de entrega da 200ª rua asfaltada na região, ocorrida domingo (10). "Convidamos os moradores para o encontro com Kassab e Goulart na entrega das ruas", dizia a faixa.

Consultada pela Folha, Regina Monteiro, presidente da CPPU (Comissão de Proteção da Paisagem Urbana), diz que as faixas com o nome do vereador e do prefeito são irregulares. O prefeito, porém, diz que propaganda de vereador em inaugurações está liberada.

Criada por Kassab, a Lei Cidade Limpa entrou em vigor no ano passado para combater a poluição visual na cidade. A lei proíbe outdoors e todo tipo de propaganda nas ruas, inclusive faixas, além de limitar o tamanho dos anúncios indicativos nas fachadas comerciais. Para cada peça irregular, a multa é de R$ 10 mil.

07 fevereiro 2008

Cartões que assaltam como armas

07/02/2008 - 03h51

Cartão corporativo banca contas de luxo das universidades federais

da Folha Online

Os cartões de crédito corporativos do governo foram usados também por servidores de universidades federais para pagar contas em restaurantes de luxo, em São Paulo e Brasília, em padarias de alto padrão e até em lojas de artigos para festas, revela reportagem de Lucas Ferraz e Felipe Seligman publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A UnB (Universidade de Brasília) lidera a lista de gastos, com R$ 1,35 milhão, ou 36% do total (R$ 3,7 milhões) despendido pelas instituições. Ela é seguida pela Universidade Federal do Piauí (R$ 402,8 mil) e pela Unifesp (R$ 291,2 mil).

Com autonomia administrativa, as federais usam os cartões corporativos para os mesmos fins que outras áreas ou órgãos da administração federal, ou seja, indicados para despesas emergenciais e de pequeno valor.A assessoria do MEC informou que as próprias instituições são responsáveis por fiscalizar o uso dos cartões.

Nas faturas, há inúmeros saques em dinheiro, prática de difícil fiscalização e que foi restringida em decreto publicado ontem no "Diário Oficial". Tais atos são irregulares, segundo o ministro Jorge Hage, da CGU (Controladoria Geral da União). A CGU disse que analisará os casos.

Ontem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), protocolou o pedido de abertura de uma CPI dos Cartões Corporativos para investigar o uso dos cartões de 1998 até 2008.