06 dezembro 2010
Era Lula e sua Mega Arrecadação
Tributos na conta de luz dobram sob governo Lula
LEILA COIMBRA
DE BRASÍLIA
O peso dos tributos federais na conta de energia dobrou nos oito anos do governo Lula. A cada R$ 100 pagos em 2002, quase R$ 7 iam para a Receita Federal. Agora, em uma conta no mesmo valor, a fatia é de R$ 14.
O aumento dos tributos federais só não foi ainda maior porque nesse período a CPMF, que tinha peso de meio ponto percentual na conta, foi extinta.
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A carga tributária total do setor elétrico saltou de 35,9%, em 2002, para 45% em 2008, segundo estudo da PricewaterhouseCoopers e do Instituto Acende Brasil.
Nesse período, a arrecadação cresceu 115%, ao passar de R$ 21,4 bilhões para R$ 46,2 bilhões -resultado de mais de 20 tributos e encargos sociais e setoriais.
"É um abuso arrecadatório. O setor elétrico virou um varal onde se pendura todo tipo de encargo", diz o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales.
Todos os tributos tiveram aumento de participação na fatura de energia, mas o maior peso recai sobre o PIS/Pasep e a Cofins, cujo regime de cobrança mudou entre 2002 e 2004.
"Antes era 3,65% em toda a cadeia de forma cumulativa. Mudou para incidência não cumulativa. Teoricamente, era para ser melhor, mas acabou subindo para 9,25% do total", diz Sales.
Durante a campanha, a presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu acabar com o PIS/Cofins sobre o setor elétrico, de saneamento e também transportes.
Mas a Folha apurou que no governo essa hipótese é considerada inviável, pois poria em risco o equilíbrio das contas. Isso porque os dois tributos são recordistas em crescimento de arrecadação em 2010, com alta de 18% sobre o ano anterior, em média. E respondem por 33,83% do total de tributos administrados pela Receita.
Fonte : Jornal Folha de São Paulo, Ed 06/12/2010
30 junho 2009
Parasitas esfolam os pobres
Pobres precisam trabalhar o dobro dos ricos para pagar imposto
Estudo do Ipea mostra que baixa renda deve trabalhar 197 dias por ano para pagar tributos cobrados pela União
Adriana Fernandes, da Agência Estado
Com base na Carga Tributária de 2008, o estudo do Ipea, que é um órgão de pesquisa do governo federal, mostra que esse desequilíbrio histórico da economia vem aumentando e está longe de ser resolvido. De 2004 para 2008, o comprometimento da renda com o pagamento de tributos dos brasileiros aumentou mais para os pobres, crescendo a distância que os separa dos brasileiros mais ricos.
No ano passado, estima o Ipea, as famílias com renda de até dois salários mínimos comprometeram 53,9% de tudo que ganharam com o pagamento de impostos. Em 2004, essas famílias gastavam 48,8%. Um salto de quase cinco pontos porcentuais em apenas quatro anos. Já para as famílias mais ricas, o peso dos tributos sobre a renda cresceu menos. Subiu no período de 26,3% para 29%.
O estudo "Receita Pública: Quem Paga e como se gasta no Brasil" traz também uma radiografia de como são gastos os tributos recolhidos. A maior parte com o pagamento de juros da dívida da União, Estados e municípios. Os brasileiros gastaram, em 2008, 20,5 dias de trabalho para pagar os juros da dívida pública. Já o programa Bolsa Família custou 1,4 dias. Os brasileiros precisaram de 16,5 dias de trabalho para pagar as aposentadorias e pensões da área urbana. As aposentadorias dos servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário custaram 6,9 dias. Por outro lado, os gastos com Educação e Saúde pesaram menos.
28 janeiro 2008
O país das oportunidades
Lucro do Bradesco em 2007 chega a R$ 8 bilhões e bate recorde
da Folha Online
O lucro líquido do Bradesco teve um crescimento de 58,5% em 2007, na comparação com 2006, e ficou em R$ 8,010 bilhões, valor recorde para um banco no país. O lucro líquido do quarto trimestre do ano passado foi de R$ 2,193 bilhões --um crescimento de 21,2% em relação ao do terceiro trimestre, R$ 1,810 bilhões.
O valor de mercado do maior banco privado do país cresceu 29,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 109,463 bilhões em dezembro de 2007. Segundo o balanço, o retorno sobre o patrimônio líquido médio --indicador da rentabilidade-- foi de 31,4%, estável na comparação com 2006.
O Bradesco é o primeiro dos grandes bancos a divulgar seu lucro de 2007. Ainda faltam Itaú, Banco do Brasil e Santander. Até o terceiro trimestre, o lucro mais alto era do Itaú, em R$ 6,444 bilhões.
A carteira de crédito total (considerando avais, fianças e recebíveis de cartões de crédito) atingiu R$ 161,407 bilhões, um crescimento de 38,9% em relação ao ano anterior. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 59,277 bilhões (crescimento de 34,2%) enquanto que as operações com pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 102,130 bilhões (crescimento de 41,7%).
A carteira de crédito de pessoa física chegou em dezembro com R$ 59,277 bilhões --uma expansão de 34,2% em relação comparação com dezembro de 2006 e de 9% no quarto trimestre, na comparação com o mesmo trimestre um ano antes. Segundo o banco, o aumento se deveu basicamente devido à maior demanda por financiamento ao consumo.
Nas pequenas e médias empresas, a demanda por crédito foi maior, com crescimento de 46,7% em relação a 2006 e de 17,7% na comparação trimestral. No caso das grandes empresas, o crescimento foi de 38,2% sobre dezembro de 2006 e de 20,3% no trimestre.
O saldo da provisão para devedores duvidosos somou R$ 7,826 bilhões em 31 de dezembro de 2007, sendo R$ 6,698 bilhões de provisões requeridas e R$ 1,128 bilhão de provisões excedentes.
O lucro líquido ajustado por eventos extraordinários --por exemplo, a venda de participações na Bovespa e na BM&F, entre outros-- foi de R$ 1,854 bilhão no quarto trimestre de 2007 e de R$ 7,210 bilhões em 2007.